Ato em prol da Educação mobiliza 2 mil pessoas

Ato em prol da Educação mobiliza 2 mil pessoas

Desde as 7h de hoje (15) aconteceu, em Presidente Prudente, a manifestação contra o desmantelamento da Educação que vem ocorrendo no país. Com um cronograma que começava logo cedo com a confecção de cartazes, militantes de movimentos sociais, dirigentes sindicais, representantes de associações, estudantes e professores, além de membros da sociedade civil estiveram em luta por uma educação pública de qualidade para todos e todas. Às 8h30, a concentração estava em frente ao campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia  da Universidade Estadual Paulista (FCT/Unesp).

De acordo com a organização, neste ponto do evento estavam cerca de mil participantes.  Depois disso o movimento seguiu por algumas das principais avenidas do município com o objetivo de dar visibilidade ao ato. De cima do carro de som, o universitário Saulo gritava palavras de ordem como “A nossa luta é todo dia! Educação não é mercadoria!”. Além disso, também foram feitos jograis durante a passeata que rumou para o centro de Prudente. Saindo de cima do carro de som, pelo megafone de Saulo, frases eram repetidas e fortalecidas no eco das vozes de todos e todas do movimento.

“Certamente estamos fazendo história em Prudente por conta deste ato com tantas pessoas. Um movimento unificado de professor e estudante, cidade e campo, trabalhador e sociedade civil juntos para que a população perceba os perigos que estamos correndo” comenta o professor do curso de Geografia da Unesp, Ricardo Pires de Paula, que participou da organização do ato.

Passando pelo calçadão, a multidão foi vista e ouvida pela população que estava fazendo compras e também pelos trabalhadores e trabalhadoras do comércio. Com os passos ritmados por um grupo de bateria organizada, os manifestantes continuavam a ecoar suas frases de luta em prol da educação e contra a reforma da Previdência. A passeata saiu da Unesp, passou pela Avenida Manoel Goulart, Avenida Brasil, Calçadão e terminou na praça 9 de Julho.

Ao chegar na praça onde foi encerrado o ato os participantes se sentaram no chão o que é um ato marcado e característico dos movimentos estudantis.

O professor Ricardo, que também é representante da Adunesp, avalia que o movimento foi positivo. “A comunidade está recebendo com bons olhos as denúncias que temos feito”. Além disso, ele acredita que, este momento, além de denunciar, teve como objetivo o enfrentamento aos retrocessos que estão sendo impostos pelos governos estadual e federal.

 “A Unesp vem sofrendo há muito tempo com a precarização do ensino, com a não contratação, com as condições da moradia estudantil e com falta de incentivo para pesquisas e corte de bolsas”, comenta a estudante de Pedagogia Cassia Piva. Ainda de acordo com a universitária, que estuda na Unesp desde 2016, esses cortes e reduções afetam diretamente a população prudentina, haja vista que programas oferecidos pela universidade como o Centro de Estudos e de Atendimentos em Fisioterapia de Reabilitação (Ceafir), Programa Unesp Aberta à Terceira Idade (Unati), Basquete Sobre rodas, Centro de promoção para inclusão digital, escolar e social (Cepides), Programa de Residência Pedagógica, são prejudicados. “O ato hoje significa muito. Deu muita gente, o pessoal está conscientizado, de olho aberto e disposto a lutar porque sabemos que a prioridade deste governo não é a educação, nem a diminuição da desigualdade social, nem nada relativo ao povo”, conclui.

O Sintrapp esteve presente em todo o evento, desde a concentração, às 08h30, até o encerramento, às 13h30 na praça 9 de Julho. “Produzimos materiais com frases de ordem e incentivamos todos e todas a comparecerem e fortalecerem o movimento que é tão importante para a comunidade e para o povo”, comenta Luciana Telles, presidenta do sindicato.

Autor: Itamar Batista