Dia Nacional Contra a Reforma da Previdência em Presidente Prudente

Dia Nacional Contra a Reforma da Previdência em Presidente Prudente

Na manhã de hoje (22), a partir das 9h, acontece o ato do Dia Nacional Contra Reforma da Previdência. O SINTRAPP, como defensor das políticas públicas e também da previdência social esteve presente no Ato como parceiro e relembra a todos da importância do movimento para a manutenção do sistema previdenciário e contra o sucateamento do INSS.
Em sua fala em frente ao INSS de Prudente, a presidenta do SINTRAPP, Luciana Telles, destacou a perversidade da proposta que retira as aposentadorias trabalhadores e, principalmente, dificulta o acesso das trabalhadoras ao sistema para perdoar dívidas de grandes empresas. “hoje é um dia de luta em defesa de algo que é nosso! Não podemos deixar que as nossas aposentadorias sejam ameaçadas por este tipo de medida desumana!”, considerou Luciana.

Ricardo Pires de Paula, que é professor universitário e representante da Associação dos Docentes da UNESP (ADUNESP) acredita que a proposta de reforma “representa a o fim da aposentadoria para muitos trabalhadores dada a situação de desigualdade e história concentração de renda”. Ainda de acordo com ele, na prática, o direito à aposentadoria deixaria de existir pela dificuldade em cumprir as condições para se aposentar. Além disso, a proposta prevê alterações no cerne da previdência social. “Se pretende, logo na sequência, adotar um regime de capitalização no INSS. Ou seja, a ideia é substituir o sistema solidário, onde quem trabalha contribui com a aposentadoria de quem já trabalhou, por um sistema de aplicação de fundo, que não se tem muita garantia do que se vai fazer com este fundo e, quando ele for aposentar usar esse dinheiro que foi acumulado”, comenta.
Sobre o evento, Ricardo avalia que “realmente precisa haver essa grande mobilização por parte dos movimentos sindicais e sociais para que a população entenda o perigo e o governo perceba a insatisfação do povo”.

A professora Tamara Pellini, da rede municipal de ensino avalia o movimento como de grande importância, porém “as pessoas precisam se conscientizar mais, pois é uma luta coletiva”. Além disso, na opinião de Tamara, é necessário mais do que este tipo de mobilização. “Devemos mobilizar o país, fazer greve mesmo!”, comenta.

O diretor de escola Mauricio Airolde ressalta que a reforma da Previdência acaba com a aposentadoria especial para os professores e professoras, enfim para os profissionais da educação. “Vamos ser obrigados a trabalhar mais anos para conseguir 100% da aposentadoria e nossa profissão é extremamente desgastante. Muitos professores adoecem ainda durante o tempo de trabalho. Sem contar o fato de que muitos trabalhadores dificilmente conseguirão a aposentadoria 100% pois muitos passam anos sem contribuir devido inclusive as precárias formas de contratação e ficam desempregados”, pontua.

Autor: Itamar Batista