Sintrapp participa de Encontro de Mulheres Negras

Sintrapp participa de Encontro de Mulheres Negras

Na noite da sexta-feira (22), as diretoras Ana Rita Caetano, Elieta Nascimento, Priscilla Custódio e a presidenta do sindicato, Luciana Telles, estiveram em Limeira, participando e representando o Sintrapp em um evento voltado às mulheres negras no funcionalismo público.

A atividade, que foi organizada pela Federação dos Trabalhadores da Administração e do Serviço Público Municipal no Estado de São Paulo (Fetam) e pelo Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Limeira (Sindsel) reuniu representantes de diversas entidades ligadas ao movimento sindical e teve o questionamento “Quem somos nós Mulheres Negras do Serviço Público?” como tema. O Encontro fez alusão à luta do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, instituído em 25 de julho. Já no âmbito nacional, a data relembra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, que recorda o símbolo de resistência que liderou o Quilombo do Piolho por duas décadas de resistência e luta contra a escravidão.


A diretora Priscilla Custódio conta que “a atividade foi uma experiência incrível. Conhecer e ouvir outras mulheres negras, suas dificuldades e suas ideias foi uma experiência muito enriquecedora”. Já Ana Rita considera que a noite foi “um marco, um dia de empoderamento na história de mulheres negras guerreiras que não fogem à luta e estão sempre prontas para o que der e vier”. Ana ainda comenta que a diversidade das histórias contadas e as várias vitórias das lutas contra o preconceito e a opressão foi extremamente enriquecedora e que espera que exista, em Presidente Prudente, um evento similar ao que foi organizado em Limeira. A diretora Elieta Nascimento lembra que “somos negras invisíveis na visão da sociedade. temos o mesmo valor. Racismo nunca mais. A cada passo uma vitória perante a sociedade. Somos pretas, nossos passos vêm de longe. Nossa pele é linda e maravilhosa!”.


O Sintrapp, como representante da classe trabalhadora, não poderia deixar de estar presente neste dia histórico de reflexão e luta. Em um país como o Brasil, onde 54% da população é negra (conforme dados do IBGE), e cerca de 51,8% do povo é composto por mulheres, é de extrema importância que este tipo de atividade seja organizada para engajar, conscientizar e fortalecer a luta por igualdade e pelo fim do racismo.