Sintrapp se reúne com Frente Parlamentar em Defesa da Educação

Sintrapp se reúne com Frente Parlamentar em Defesa da Educação

Em uma conversa com membros da Frente Parlamentar em Defesa da Educação Pública Municipal e com as demais vereadoras e vereadores prudentinos, sindicato discutiu sobre as condições de trabalho dos profissionais durante a pandemia.

Na conversa, foram destacados pontos como o trabalho contínuo e árduo das trabalhadoras e trabalhadores da Educação, no sentindo de garantir o oferecimento de aulas remotas de qualidade para as crianças. Desde que as aulas presenciais foram suspensas por conta do risco de contaminação pelo novo Coronavírus, em março do ano passado, professores, educadores e gestores precisaram investir tempo em formação para dominar as plataformas virtuais, atender os responsáveis pelos alunos, trabalhar na busca ativa por alunos que não comparecem às aulas e ainda providenciar atividades impressas para aqueles que não têm acesso ao ambiente virtual.

Diante desta situação, muitos dos profissionais da educação precisaram investir dinheiro na compra de equipamentos como: celulares, notebooks, aumento da capacidade da internet, iluminação adequada para as aulas virtuais. Tudo isso sem receber nenhuma ajuda de custo da administração pelo investimento exigido.

Também foi destacado que o trabalho, por muitas vezes, excede a carga horária normal da categoria. Com freqüência as trabalhadoras e trabalhadores atendem aos chamados de alunos e responsáveis fora do horário de trabalho, no período noturno, finais de semana e feriados.

Sendo assim, durante a reunião, ficou claro que tais profissionais não deixaram de trabalhar durante o período de ensino à distância. Pelo contrário, a necessidade de se adequar à nova realidade fez com que a sobrecarga de trabalho, que já era excessiva, aumentasse ainda mais.

Sobre a retomada presencial das aulas, os representantes da categoria destacaram a necessidade de imunizar todas e todos para assegurar a saúde e a vida das trabalhadoras e trabalhadores, dos alunos e seus familiares. No relatório da reunião, e ainda falando sobre os riscos da retomada presencial, foi ressaltado que “a faixa etária atendida pelo sistema municipal de educação é de 3 meses a 12 anos de idade aproximadamente. Essa fase exige o acolhimento pelo toque, colo, aconchego do abraço. É impossível manter o distanciamento com os alunos, pois espontaneamente eles correm para o professor. Também é preciso considerar que o próprio ato de orientar, supervisionar e corrigir as atividades desenvolvidas em sala de aula, exigem a aproximação entre o professor e o aluno”.
Ainda de acordo com o relatório, a prefeitura e a Geduc não têm considerado os apontamentos, Notas e Pareceres de órgãos representativos, consultivos e deliberativos como o Comed, Sintrapp, Fórum Municipal de Educação e do Comitê Municipal de Retorno às Aulas Presenciais.

fotos: Maycon Morano

Destacou-se ainda que as unidades municipais escolares não receberam as adequações por parte da administração municipal no que tange a reestruturação física e também que os equipamentos de proteção individual (EPIs) fornecidos não têm qualidade e quantidade suficiente, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais autoridades sanitárias.

O documento se encerra enfatizando que os profissionais da educação não se opõem ao ensino presencial. Porém, o retorno às escolas deve ser feito com cuidado para não se colocar vidas em risco. “Isso significa vacinação para toda a comunidade escolar, adequação estrutural das escolas, EPIs de qualidade e em quantidade para todos”.

1 comentário até agora

Professor indignado Publicado em7:34 am - maio 27, 2021

É um absursdo e um genocídio o governo federal, o governo estadual e o governo municipal querer empurrar güela abaixo por meio de decretos o retorno presencial às aulas sem controlar a pandemia, sem vacinar com duas doses TODOS os trabalhodores da educação e sem dialogar com professores.

http://www.apeoesp.org.br/publicacoes/educacao/casos-de-contaminacao-pelo-covid-19-na-rede-estadual-de-ensino/ Ignoram completamente os casos documentados de contágio para COVID em escolas